quinta-feira, 22 de setembro de 2011

João Amós Comenius - Jan Amos Komensky - Didactica Magna

João Amós Comenius (Obra e Contribuição – Síntese)

Comenius foi o criador da Didática Moderna e um dos maiores educadores do século XVII. Já naquele século, ele concebeu uma teoria humanista e espiritualista da formação do homem que resultou em propostas pedagógicas hoje consagradas ou tidas como muito avançadas.

Entre essas idéias, estavam: a) o respeito ao estágio de desenvolvimento da criança no processo de aprendizagem, b) a construção do conhecimento através da experiência, da observação e da ação e c) uma educação sem punição mas com diálogo, exemplo e ambiente adequado.

Comenius pregava ainda (a) a necessidade da interdisciplinaridade, (b) da afetividade do educador e de (c) um ambiente escolar arejado, bonito, com espaço livre e ecológico.

Estão ainda entre as ações propostas pelo educador checo: (d) coerência de propósitos educacionais entre família e escola, (e) desenvolvimento do raciocínio lógico e do espírito científico e (f) a formação do homem religioso, social, político, racional, afetivo e moral.

A escola moderna muito deve a ele. As idéias de seriação, currículo e avaliação modernas estão ancoradas em suas primeiras premissas.

Jan Amos Komenský, nome original de Comenius (1592 – 1670) ficou órfão aos doze anos de idade. Sua educação básica não fugiu aos padrões da época: saber ler, escrever e contar, ensinamentos aprendidos num ambiente escolar rígido, sombrio, onde a figura do professor imperava e as crianças tratadas como pequenos adultos e os conteúdos escolares infalíveis e inquestionáveis. A rispidez no trato e a prática da palmatória eram elementos básicos da "didática" escolar vigente.

Mais tarde, após estudar Teologia e adquirir vasta formação e uma cultura enciclopédica, se estabelece em Prerov (atual República Tcheca) atuando no magistério, ansioso em colocar em prática as idéias pedagógicas trazidas da Universidade.

Modifica radicalmente a forma de ensinar artes e ciências em sua escola, destacando-se rapidamente como professor. Assume então o encargo de dirigir as escolas do Norte da Morávia. Para fugir de perseguições religiosas, refugiou-se em Leszno, na Polonia. A partir daí, e durante 42 anos, percorre a Europa trabalhando sem descanso pelo seu país e pelos projetos científicos e educacionais que o movem.

Alimenta e divulga o seu sonho reformista de, por meio da Pansophia, promover a harmonia entre os indivíduos e as nações. Desenvolve então suas principais idéias sobre educação e aprofunda um dos grandes problemas epistemológicos do seu tempo – que era o do método.

Publica em 1632 sua obra prima, a Didactica Magna, sempre buscando seus objetivos fundamentais "de uma reforma radical do conhecimento humano e da educação" – unidos e sistematizados numa ciência universal. Alguns amigos fizeram chegar o seu trabalho ao conhecimento de Luis de Geer, filantropo sueco de origem alemã. Foram esses mesmos amigos que publicaram uma obra sua, com o título Prodomus Pansophiae, livro esse que mereceu a atenção do próprio René Descartes.

Em 1641, vai para Londres com a missão de estabelecer algum entendimento entre o Rei e o Parlamento, e fundar um círculo de colaboração filosófica, que envolvia um projeto ainda mais ambicioso, o da reforma da sociedade humana através da educação. Aí permaneceu durante um ano. Recebe também convites para dirigir a educação na França e outro para ser presidente da entidade que viria a ser a Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Não aceita e em 1642 recebe um convite de Luís de Geer e do governo de Estocolmo para promover a reforma do sistema escolar da Suécia, onde permaneceu por seis anos.

Todos os pesquisadores são unânimes em apontar a Didacta Magna ou A Grande Didacta, como sendo sua obra-prima e sua maior contribuição para o pensamento educacional. Continuou a ter uma vida bastante atribulada e movimentada, produzindo cerca de 200 títulos, vindo a morrer no dia 15 de novembro de 1670, em Amsterdam.

Síntese das Propostas pedagógicas de Comenius:

a) o respeito ao estágio de desenvolvimento da criança no processo de aprendizagem,
b) a construção do conhecimento através da experiência, da observação e da ação, e
c) uma educação sem punição, mas com diálogo, exemplo e ambiente adequado.
d) a necessidade da interdisciplinaridade, da afetividade do educador, e de um ambiente escolar arejado, bonito, com espaço livre e ecológico.
e) coerência de propósitos educacionais entre família e escola,
f) desenvolvimento do raciocínio lógico e do espírito científico, e
g) a formação do homem religioso, social, político, racional, afetivo e moral.
Fonte:

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