segunda-feira, 19 de junho de 2017

O Facebook e os Sentimentos

Essa Pesquisa foi realizada nos meses de Setembro e Outubro de 2016 com 107 pessoas de 13 a 55 anos de idade, usuários do Facebook e Whatsaap.

O pesquisador e os participantes foram orientados quanto ao caráter acadêmico da Pesquisa e todos sabem que as Respostas, embora possam ser analisadas, não podem ser generalizadas, pois são representam apenas uma amostra do público que utiliza as redes sociais.

As primeiras imagens mostram o perfil do Grupo Pesquisado (no Estado de São Paulo - capital e interior) e as Seguintes as Respostas.

Vamos à pesquisa:






Essa é uma das mais marcantes conclusões atribuídas às Redes Sociais. Observe que a maioria significativa pensa deste modo e como usuários, concordam com a afirmação.

Interessante é que os próprios usuários afirmam que essa é a Rede Social no Face - projeção de imagens que não correspondem à realidade.


Quase 63% não ficam bem quando a Rede não está disponível... sinal evidente de uma sociedade "conectada"


O Whatsaap provoca melhores sentimentos do que o seu "irmão" Facebook

Somente 23% dizem que as pessoas não se importam se ninguém dá uma "curtida" em suas postagens

41% dos usuários entrevistados "admitem" que se sentem de alguma forma atingidos em seus sentimentos quando ninguém dá uma "curtida" em suas postagens


Essa é impressionante: quase nove em cada dez pessoas acreditam que as postagens são para "mostrar" aos outros que são capazes de fazer algo...  Embora pareça óbvio, pois se trata de Redes Sociais, é mais do que uma rede de amizades, é um espaço para "mostrar" o que se faz aos outros... Ou seja, não é mesmo algo 'apenas para si mesmo'...

Aqui um sério problema... quase dois terços acreditam que os usuários tentam 'agredir' e 'atingir' outros através da Rede Social

Três de cada quatro utilizam a Rede para se "exibir"... bem, essa é a opinião dos usuários entrevistados

A imagem projetada não é real... e quase sempre é para se mostrar "melhor"... ufa... já que não é algo real, menos mal...

Os Antissociais se sentem um pouco aliviados ou preocupados?

Mostrar que você faz parte "do sistema" familiar e social é algo normal? Uma minoria acha que não deve ser assim...





O que acontece com o Facebook? Como explicar tanto ódio, banalidades e bizarrices?

Fazem dois anos que resisto em manter minha página no Facebook ativa continuamente. Sim, tenho uma página e muitos amigos, mas há muito tempo discordo frontalmente do que vejo nas poucas vezes que ativo a página. Além de banalidades ou mensagens superficiais e inócuas, há muito ódio, incentivo a radicalização, fotos de esquisitices, pessoas mutiladas, animais maltratados, provocações contínuas, moralismo vazio, partidarização, elitismo, pessoas em situações ou posturas bizarras e várias coisas que não valeria a pena mencionar... Pouquíssima coisa boa, pouca densidade intelectual, pouca diversão saudável, ou mesmo pouca coisa agradável... Logo, desativo a página e na maior parte do tempo não sou 'encontrado' por ninguém.

O que ocorre com o facebook? A que de fato ele se destina? O que o Facebook se tornou?
No ano passado fiz uma série de pesquisas sobre o facebook com a comunidade acadêmica e os resultados são impressionantes com relação aos sentimentos que a rede gera: inveja, indignação, sentimento faccioso, baixa autoestima, intriga e revolta. A pesquisa também indicou, entre outras coisas, que as propagandas têm pouquíssimo efeito prático.

Apresentarei aos que frequentam este Blog os resultados das pesquisas. Aguardem.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Motivando os Jovens do Centro de Desenvolvimento Social Padre Romão - Pedreira - São Paulo

Atendendo a um pedido da Prefeitura de São Paulo, fui palestrar no Centro de Desenvolvimento Social Padre Cícero Romão, no Bairro da Pedreira. Eles fazem um belo trabalho com a juventude nesta região da cidade. Falei para eles sobre “Automotivação na Vida Cotidiana, Acadêmica ou Profissional”, onde enfatizei a construção de saberes  interpessoais e desenvolvimento de competências de relacionamento e motivação.






Palestrando no FORLIR - Fórum de Liberdade Religiosa - Paulistana - IASD

No domingo, dia 11 de junho, fui convidado para falar sobre as Vindiciae contra Tyrannos e o Direito de Liberdade Religiosa. Foi uma ótima ocasião para apresentar brevemente os argumentos desenvolvidos pelos monarcômacos que fundamentaram o direito contratual das modernas democracias e pavimentaram o início do caminho da expressão da fé como um direito legalmente constituído. Estiveram presentes líderes da Liberdade Religiosa da ABLIRC e da IASD (estado de São Paulo). Na ocasião, foi confirmada a liderança do Dr. Samuel Gomes de Lima (presidente da ABLIRC) como Secretário Geral do FORFIR.




domingo, 4 de junho de 2017

UNASP - As Vindiciae Contra Tyrannos e o Direito de Expressão da Fé

Este ano marcam as comemorações dos 500 anos da Reforma Protestante e vários eventos ligados ao tema têm sido realizados em nosso país. Aproveitando o ensejo e a temática, palestrei e lancei em 04 de maio as“Vindiciae Contra Tyrannos - O Direito de Resistir” no UNASP, campus Engenheiro Coelho. Nesta palestra o destaque foi a questão da origem do conceito de Liberdade Religiosa e a conquista deste direito no mundo ocidental.


Alunos dos Cursos de Direito e História assistiram e fizeram várias perguntas.

Professores Alessandro e Augusto Darius, meus anfitriões no UNASP-EC.


sábado, 20 de maio de 2017

Motivação, Inteligência e Autoconhecimento

Aconteceu nos dias 11, 12 e 13 de maio a XIV Semana de Negócios da Univel, com o tema “Inovar para crescer”. Recebi o convite e fui lá, compartilhar ideias e trabalhar temas motivacionais em sua relação com a ciência, com a filosofia e a educação. Uma recepção calorosa e momentos incríveis com os novos amigos do oeste do Paraná. Valeu Cascavel!!!



Link do Evento:
http://univel.br/institucional/imprensa/noticias/xiv-semana-de-negocios-univel

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Adquirindo ou comprando a obra Vindiciae Contra Tyrannos (língua portuguesa)

Para adquirir a obra Vindiciae (língua portuguesa)

Especificações: “Vindiciae Contra Tyrannos - O Direito de Resistir”, 463 págs., ISBN 978-85-9470-006-3, Discurso Editorial – USP, 17 x 24 cms. De R$ 108,00 por R$ 78,00 (promoção até 31/05/2017).




Livraria Atelier do Saber
a) Calcular valor do frete (1 kg) utilizando o site do Correio (*) – Veja abaixo:
b) Realizar Transferência ou Depósito do Valor da Obra + Frete para a seguinte C/C: Banco do Brasil, Agência 0523-1, Conta Corrente 26460-1, Delly Danitza Lozano Carvalho ME, CNPJ 13.273.603.0001-09.
c) Enviar Dados Completos para que seja completado o Pedido (1. Nome Completo, 2. Endereço completo e correto: logradouro, nº, bairro, cidade, estado, CEP; 3. Comprovante de Depósito ou Transferência do valor da obra + frete para o E-mail: atelierdosaber@hotmail.com
d) Em no máximo dois dias úteis após a confirmação do valor disponível na C/C acima citada, o livro será enviado pelo Correio, com Aviso de Recebimento.

(*) Informações para o Cálculo do Frete:
Caso você prefira, o valor do frete pode ser calculado para você. Para isso, basta enviar o seu endereço para o e-mail indicado.
Ou, calcule você mesmo seguindo as indicações abaixo:
CEP de Origem (Livraria Atelier): 18143-130
CEP de Destino: colocar o CEP do endereço de entrega do Livro.
Entre no link dos Correios para o Cálculo do Frete:
Para um cálculo simulado do frete, na página do Correio, colocar no CEP de origem o CEP da Livraria Atelier (18143-130) e no CEP de destino o seu CEP.

No item Serviço, para o Tipo de Serviço selecionar PAC, e mais abaixo selecionar Embalagem dos Correios, e na sequência Caixa de Encomenda Tipo 1 ou Tipo 7, Peso estimado, selecionar 1 (kg), e em Serviços Opcionais Selecionar Aviso de Recebimento. Lembre-se que é apenas uma simulação para saber o valor do frete. Feito isso, clique em enviar:


Até o final de Maio de 2017, a obra estará com desconto promocional, de R$ 108,00 por R$ 78,00 + frete.



quarta-feira, 19 de abril de 2017

O Jornal da USP e o Lançamento das Vindiciae contra Tyrannos

O Jornal da USP deu amplo destaque para o Lançamento da obra Vindiciae...


Imagem publicada na edição brasileira de Vindiciae Contra Tyrannos – Foto: Reprodução

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“Assim como os reis são constituídos pelo povo, parece definitivamente resultar que todo o povo é mais poderoso que o rei. Pois tal é a força do mundo: aquele que é constituído por outro é mantido como menor, e aquele que recebe sua autoridade de outro é inferior ao seu designador.”

A edição brasileira de Vindiciae Contra Tyrannos, publicada pela Discurso Editorial – Foto: Reprodução

Esse é um dos vários argumentos contra o poder real desferidos pelo livro Vindiciae Contra Tyrannos – O Direito de Resistir, publicado em 1579, na Basileia, e lançado pela primeira vez no Brasil, em março passado, pela Editora Discurso – ligada à Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. Publicado sob o pseudônimo de Stephanus Junius Brutus, o livro surgiu no contexto das Guerras de Religião na França, no século 16, deflagradas pelo chamado Massacre da Noite de São Bartolomeu –  conflito iniciado em 23 de agosto de 1572, em Paris, em que milhares de protestantes foram mortos por católicos incitados pela família real, que era católica.
A edição brasileira é resultado de quase duas décadas de trabalho do professor Frank Viana Carvalho, que se dedicou a traduzir e analisar a obra nos cursos de mestrado, doutorado e pós-doutorado em Filosofia, concluídos na FFLCH. “É o coroamento de um longo processo de pesquisa sobre o movimento de um grupo de intelectuais de tradição protestante chamados de monarcômanos e que se destacaram na França no período das Guerras de Religião, principalmente no final do século 16”, escreve no prefácio da edição o professor Milton Meira do Nascimento, do Departamento de Filosofia da FFLCH.
Ao lado da tradução para o português, a edição brasileira de Vindiciae Contra Tyrannos traz vários textos de Frank Carvalho, em que o professor mostra o contexto histórico em que a obra surgiu, analisa cada parte do livro e aborda outros textos antiabsolutistas do período. Além disso, traz um estudo em que Carvalho defende que o verdadeiro autor do livro, escondido sob o pseudônimo de Stephanus Junius Brutus, é Philippe de Mornay, diplomata, político, jurista e teólogo protestante. “Pode parecer pretensioso, mas nossa busca nos direciona a uma conclusão: tudo indica que Philippe Du Plessis-Mornay foi o autor principal das Vindiciae Contra Tyrannos e, na perspectiva moderna, ele deve ser considerado como o autor da prestigiada obra”, escreve Carvalho.


A França no século 16: local de conflitos religiosos – Foto: Reprodução

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Antimaquiavelismo



Imagem publicada em Vindiciae Contra Tyrannos: guerras religiosas – Foto: Reprodução

Vindiciae Contra Tyrannos está dividido em quatro partes, cada uma delas dedicada a investigar uma questão. A primeira parte discute a questão “Se os súditos estão destinados ou devem obedecer aos príncipes que ordenam qualquer coisa contra a lei de Deus”. Na segunda parte, trata-se de analisar se é lícito resistir a um príncipe que deseja cancelar a lei de Deus e assolar a igreja. Já a terceira parte, a mais extensa, se dedica à questão “Se, e em que extensão, é lícito resistir a um príncipe que está arruinando a comunidade – também por quem, como e por que direito isso pode ser permitido”. Finalmente, na quarta parte é debatido se os príncipes vizinhos podem prestar assistência aos súditos de outros príncipes que estejam sendo perseguidos por causa da religião.
“Buscando apresentar as ideias estabelecidas nas Vindiciae como um padrão para os soberanos, ele busca mostrar claramente qual é e qual deve ser o direito e o dever do príncipe em relação ao povo e deste em relação ao príncipe, e que esses deveres mútuos e recíprocos são distintos uns dos outros”, analisa Frank Carvalho. “Além de ser um tratado antimaquiaveliano, Mornay apresentará aos seus leitores uma nova proposta política, inteiramente construída numa base pactual.”


Frank Viana Carvalho, tradutor e editor da obra – Foto: Reprodução

De acordo com Carvalho, o antimaquiavelismo aparece desde o início do livro. Ali, o autor das Vindiciae afirma que sua obra se volta contra os “conselhos viciosos e doutrinas falsas de Nicolau Maquiavel”, identificado como causador de muitos males para a sociedade. “Maquiavel era um autor conhecido na segunda metade do século 16 e certamente influenciou vários líderes na arte de governar”, afirma o professor. “Ora, se a literatura de Maquiavel alcançou e influenciou príncipes e nobres, o autor das Vindiciae espera também influenciá-los.”
Carvalho aponta outras diferenças entre o autor das Vindiciae e Maquiavel. “Se O Príncipe dava ênfase ao uso que se faz do poder, as Vindiciae enfatizam o poder como um cumprimento de obrigações pactuais ou contratadas. Ao passo que Maquiavel argumenta, numa passagem célebre, que, se um príncipe não pode ser nem amado nem temido, então é muito mais seguro ser temido do que amado, Mornay vai na outra direção: ‘Inversamente, não há nada mais apropriado para proteger os recursos do reino do que ser amado, porque a boa vontade é fiel na perpetuidade’.” E Carvalho observa: “Assim, indiretamente, um pouco aqui e ali, ele vai contradizendo o florentino ao construir sua proposta antiabsolutista”.
Vindiciae Contra Tyrannos – O Direito de Resistir, de Stephanus Junius Brutus, tradução, comentários e edição de Frank Viana Carvalho, Discurso Editorial, 463 páginas.

Fonte:
https://jornal.usp.br/cultura/editora-discurso-lanca-obra-classica-contra-o-absolutismo/

Política e Ética - Simpósio no IFSP campus São Roque

Uma boa ocasião para refletir sobre a Política atual à luz das Vindiciae foi o Simpósio de Ética e Política Contemporânea realizado no Instituto Federal de São Roque no dia 18 de abril de 2017. Palestrantes: Dr. Rogério de Souza Silva, Dr. Sandro Heleno Morais Zarpelão e Dr. Frank Viana Carvalho.
Agradecimentos a todos os participantes, pela atenção, interação, perguntas e carinho para com os palestrantes. Foi de fato um evento que enriqueceu a cultura acadêmica e cidadã no campus do  IFSP São Roque. O evento foi aprovado e recomendado pela Coordenaria de Extensão do Instituto.




















Dr. Rogério de Souza Silva. Professor do IFSP SRQ. Graduado e Mestre em Ciências Sociais pela UNESP e Doutor em Sociologia pela UNICAMP. É autor da obra “Cultura e violência: autores, polêmicas e contribuições da Literatura Marginal” (Annablume Editora, 2011).
Dr. Sandro Heleno Moraes Zarpelão. Professor do IFSP SRQ. Bacharel em Direito e em História (UEL, Londrina), Mestre em História (UEM, Maringá) e Doutorando em História Social pela USP.

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